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Migração de uma operação DTC enterprise para Adobe Commerce

Trocar a plataforma de uma operação de várias marcas sem parar a venda, dentro de um programa maior de integração de sistemas.

Várias marcas · ERP (SAP), pagamento, logística, CRM · 2025–2026

Contexto

Uma operação DTC de várias marcas, rodando numa plataforma SaaS, precisava migrar para Adobe Commerce dentro de um programa maior de integração de sistemas pós-aquisição. A plataforma de destino já vinha definida pelo padrão do grupo. O trabalho não era escolher a tecnologia: era trocar o motor sem parar a venda, com catálogo, base de clientes e integrações com ERP, pagamento, logística e CRM.

A decisão difícil

No começo, gastei energia tentando reabrir a escolha da plataforma. Era a briga errada. O que ameaçava a migração era o modelo operacional: ciclos de release da integração e do frontend descasados, cadastro de produto sem dono, decisões irreversíveis passando como tarefa técnica. Mudei o foco para isso.

O que fizemos

  • Forçamos a decisão de contingência cedo. Os cenários possíveis para a data de virada foram à mesa executiva semanas antes, em vez de a encruzilhada aparecer na véspera, quando só sobra consequência.
  • Definimos critérios objetivos de aceite antes de virar, e amarramos o go live a eles, não ao calendário.
  • Montamos a rede de segurança antes de precisar dela: plano de virada em três blocos (antes, durante e depois), war room, 30 dias de hypercare e um canal aberto para o negócio reportar, com devolutiva para cada registro.
  • Fizemos um go live faseado. A loja virou numa janela de madrugada, e a conclusão só foi declarada depois que a integração com o ERP estabilizou, em setembro de 2026.

O que aprendi

Plataforma é a parte mais visível de uma migração e raramente a mais arriscada. O risco mora no modelo operacional e no conhecimento do legado que está na cabeça de poucas pessoas. E decisão irreversível pede um processo diferente: a virada sem caminho de volta ganhou outro rito, não mais pressa.

Leia maisMigração de plataforma não falha por tecnologia. Falha por contextoDecisão irreversível precisa de um processo diferente

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De operar na plataforma dos outros a ser dono da plataforma

Internalizar a operação de e-commerce e trocar a lógica de atender demanda pela de propor.

3 e-commerces · sustentação terceirizada → time interno · 2026

Contexto

A sustentação das plataformas de e-commerce era terceirizada. O time interno recebia demanda, repassava e cobrava prazo. A operação funcionava, mas ninguém dentro de casa tinha o mapa completo de como as plataformas se comportavam e, por isso, ninguém conseguia propor além do que já estava pedido. A transição para um time interno foi aprovada em 2026.

A decisão difícil

Internalizar, com um reforço temporário de prazo fechado, em vez de trocar um fornecedor por outro. A troca seria mais rápida e menos arriscada no curto prazo, mas manteria o mesmo modelo: operar na plataforma dos outros. A aposta foi que quem é dono, mede; quem mede, propõe.

O que fizemos

  • Desenhamos o handover como produto, não como evento. Documentação entregue todo dia, e não no fim, com uma amostra validada antes de replicar. Depois, acompanhamento lado a lado, reversão progressiva dos papéis e operação autônoma com o time anterior em standby, até a revogação dos acessos legados.
  • Nomeamos em voz alta o risco que ninguém escreve: o comportamento de quem está saindo durante a transição, com plano de mitigação como qualquer outro risco.
  • Criamos um fórum mensal de review de plataformas, que não é review de projeto. A abertura presta contas do que foi pedido na edição anterior antes de mostrar qualquer número novo, e cada pedido vira item de backlog com dono no negócio e prazo.
  • Separamos as portas de entrada: demanda nova entra pelo produto, incidente pelo suporte, e a liderança decide só a prioridade entre produtos.

O que aprendi

Ser dono muda a conversa com o negócio: o time deixa de explicar por que não deu e passa a chegar com número e proposta. Também aprendi que fórum executivo precisa de caminho assíncrono, com um resumo de uma página e a gravação, porque a agenda de quem decide nunca é garantida. E que número vem antes de adjetivo.

Leia maisMigração de plataforma não falha por tecnologia. Falha por contexto

03

IA aplicada em produção, não em piloto

Ferramentas que tiram horas de trabalho da operação e transformam "otimizar para IA" em tickets com dono.

2 ferramentas em uso · campanhas e GEO

Contexto

IA em e-commerce costuma parar no piloto. A régua aqui foi outra: só conta o que entra na rotina do time e tira trabalho real da operação.

A decisão difícil

Decidir o que não automatizar. A tentação era colocar IA em cima dos processos como estavam. O caminho foi o inverso: entender o processo, simplificar e só então automatizar. Automatizar processo ruim só faz o erro acontecer mais rápido.

O que fizemos

  • Uma plataforma interna de campanhas, sem código. Quem monta a campanha passou a ser o próprio time de negócio, sem fila de chamado para a engenharia. A montagem caiu de 20 horas para 1 hora, e a engenharia saiu do caminho crítico para cuidar da plataforma.
  • Uma ferramenta de GEO que construí e que o time usa, que avalia 48 sinais de legibilidade de um e-commerce para motores de IA. Ela é determinística: o mesmo site gera o mesmo resultado, o que permite comparar mês a mês.
  • Diagnóstico que vira trabalho: cada achado sai como ticket com severidade, dono sugerido (desenvolvimento, conteúdo ou e-commerce) e evidência. “Otimizar para IA” deixa de ser intenção e vira backlog.

O que aprendi

O primeiro achado mudou a pergunta: o problema não era os robôs de IA conseguirem entrar no site, e sim entenderem o que encontravam. E ferramenta que vira régua precisa dizer quando não conseguiu medir. Falhar em silêncio é pior do que não medir.

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